Salário emocional: o que é e por que as empresas estão se adaptando?

Sabemos que o sonho de ter um bom salário é unanimidade. Afinal de contas, quem é que não quer ganhar uma remuneração que proporcione estabilidade e tranquilidade financeira?

Mas será que, hoje em dia, só isso basta? Obviamente, um bom salário conta muito, porém, a cada dia que se passa, somente ele não vem mais sendo o requisito principal para um candidato a emprego aceitar determinada vaga. Há uma série de fatores que são levados em consideração em uma decisão importante como essa. 

Assim, além de um bom salário em dinheiro, agora os funcionários visam outras vantagens. Então, ao perceberem isso, as empresas passaram a oferecer uma série de benefícios adicionais, como auxílio médico, cursos de capacitação, vale cultura, entre outros — o que traz realmente pontos muito positivos para todos. Mas, ainda fica a pergunta: isso basta? A resposta ainda é não. 

Por conta dessa demanda de propiciar o máximo de incentivos ao funcionário, da melhor forma possível, surge o conceito de salário emocional — principalmente se pensarmos em um cenário de tendências pós-pandemia. Trata-se de uma remuneração que está muito além do financeiro ou do material. Ou seja, é algo que não é palpável, muito menos mensurável, além de ser algo intangível. 

Assim, vamos agora explicar melhor esse conceito, bem como todos os seus detalhes, para você ficar por dentro e não tenha mais dúvidas quanto ao assunto. Vamos mergulhar nessa leitura?

O que é salário emocional

A começar pela diferença entre o salário emocional e um salário financeiro, não existe uma quantia ou cifra que delimita esse modelo de salário. Além disso, não é uma informação passível de constar em uma carteira de trabalho, por exemplo. 

Essa modalidade, em linhas gerais, é um apanhado de diferentes fatores emocionais e motivacionais que incentivam a permanência de uma pessoa em uma determinada empresa. Sabendo que se trata de algo subjetivo e que muda, conforme o ambiente ou tipo de profissional, o salário emocional é composto de uma maneira diferente.

Quando falamos de seres humanos, fica difícil cravar uma única maneira de implementar o salário emocional, uma vez que cada indivíduo valoriza, se sente bem e estimulado por determinados fatores. Mas, na medida do possível, quando se tem uma visão mais humanizada, um bom gestor consegue avaliar o que compõe um bom salário emocional.

Por isso, de um modo geral, dá para dizer que é algo que cada funcionário sente quando lida com o ambiente de trabalho, quando ele avalia sua relação com seus colegas de trabalho, o reconhecimento do seu trabalho pela gestão e outros benefícios corporativos que ele recebe, que vão além dos monetários.

É interessante ressaltar que, se um gestor acredita que proporcionar um bom salário emocional seria algo como distribuir bebidas alcoólicas e pizza para os funcionários, tentando criar um ambiente mais recreativo com mesa de pingue-pongue, por exemplo, isso não é uma prática que está relacionada ao que estamos tratando aqui. Existem muitas empresas — geralmente, startups — que fazem algo parecido com o nosso exemplo, mas, muitas vezes, só estão tentando mascarar um ambiente de trabalho que não é lá dos melhores.

Mas, o que seria então, na prática, ações nesse sentido? A seguir, vamos destrinchar alguns exemplos claros de salário emocional que impactam diretamente a decisão de cada candidato, na hora de querer fazer parte de uma empresa ou de algum colaborador que repense antes de sair de uma, por conta desses fatores. 

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Ambiente de trabalho

Para você conseguir enxergar esse exemplo, de uma forma mais prática, alguma vez você já caiu em um dilema de sair de uma empresa para ganhar um salário melhor, mas gostava muito do clima do ambiente de trabalho em que estava? Provavelmente sim, senão, pelo menos, conhece alguém que tenha passado por uma situação semelhante. 

Então, para criar um ambiente favorável, que seja capaz de atrair e reter talentos — e assim, possa ser considerado como parte de um bom salário emocional — você pode desenvolver ações frequentes de saúde e bem-estar, como aulas de yoga e meditação no trabalho, por exemplo, eventos e situações que gerem a aproximação entre integrantes da equipe, a criação de uma cultura que preza pelo respeito e a valorização humana, entre outras.

Oportunidades de crescimento

Outro grande parâmetro utilizado para se decidir sobre uma vaga de emprego ou de continuar numa empresa é a oportunidade de crescimento. As pessoas agora não têm mais tanto interesse de irem para um lugar que talvez o salário seja maior, mas que não há nenhum incentivo que alavanque a carreira. 

Transparência na rotina

Nada mais gratificante do que se sentir parte do meio em que se está. E uma das questões que geram toda essa sensação de pertencimento é a transparência que a empresa tem com o colaborador, no dia a dia. A equidade salarial é um desses pontos. Afinal, é muito desconfortável descobrir que um colega do mesmo cargo ganha mais do que você e faz exatamente a sua função, sem tirar e nem por.

Igualdade de tratamento

A cada geração que se passa, as estruturas empresariais vão deixando de ser verticais (modelo top down) para ficarem mais horizontais. Os chefes vão dando lugar aos heads, que são líderes de um time e, assim, quebra-se um pouco essa hierarquia engessada. Assim, um liderado fica mais à vontade para falar com um head. 

Essa nova estrutura faz com que os heads e os liderados sejam tratados da mesma forma e é muito gratificante sentir que não há ali uma diferença de tratamento, ainda que haja alguém “superior”. A relação de superioridade vem mudando muito e as empresas estão deixando de ser um “quartel”. 

A importância do salário emocional 

Diante desses exemplos que apresentamos para você, fica claro que a palavra-chave que resume muito bem esse salário é a “motivação”. Esse fato mostra que não investir no emocional dos colaboradores de uma empresa é simplesmente perder, em vários âmbitos.

Assim, o ideal seria que as empresas entendessem que os seus colaboradores são os maiores difusores de sua marca e, por isso, deveriam sempre compreender que toda uma cadeia produtiva pode ser comprometida, se não houver comprometimento e aderência do funcionário. 

Por conta desses exemplos e de muitos outros, é possível dizer que o salário emocional é uma relação de ganha-ganha entre empresa e funcionário. A empresa consegue reter capital humano de valor, por meio de incentivos reais e o funcionário — com o reconhecimento que recebe — veste mais a camisa da empresa e se sente realmente satisfeito ao fazer parte da equipe. 

Agora, você já entendeu melhor o que é salário emocional, sabe para que serve e qual é a real importância de se investir nesse tipo de benefício e assim, será capaz de gerar ações positivas que beneficiarão toda a produtividade da sua empresa. 

E se você achou interessante esse assunto, que tal começar a colocar em prática o que aprendeu, descobrindo soluções em saúde mental da equipe? Acesse nosso site e aprimore ainda mais seus conhecimentos, para melhorar a sua capacidade como profissional da área de recursos humanos.

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