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Fadiga: o que é e como evitá-la no ambiente de trabalho?

A fadiga no trabalho é causada por um conjunto de fatores, nomeadamente, fisiológicos, psicológicos, ambientais e sociais.

As más condições trabalhistas e a forma de organização do trabalho em alguns setores e empresas são altamente nocivas para o trabalhador. Dito isso, é comum vermos a síndrome da fadiga crônica afetar a rotina dos colaboradores. Suas possíveis causas e consequências são percebidas pelo RH em sua maioria. 

A fadiga pode ser compreendida como um esgotamento físico e mental, o que ocasiona diversos problemas para a saúde do colaborador. Excesso de trabalho, pressão por metas, horário de trabalho não definido, riscos físicos e falta de autonomia são fatores que contribuem para o aparecimento da síndrome e as consequências dela vão desde uma baixa produtividade, rendimento a um alto risco de acidentes no trabalho. 

É papel do RH, nessas condições, realizar ações remediadoras e preventivas que impeçam ou dificultem o aparecimento da fadiga no ambiente laboral. É importante mencionar que a fadiga se diferencia do cansaço e é difícil de ser percebida, pois, é resultado de um desequilíbrio interno devido ao sistema de relações do organismo, em que muitas vezes é afetada por outros sistemas. 

Além disso, é preciso reforçar que a fadiga não tem idade, ou seja, ela pode atingir qualquer indivíduo no desenvolvimento de qualquer tipo de atividade realizada por um período de tempo. O fenômeno da fadiga causa mal-estar e alterações de humor, resultante do esforço físico e/ou mental frente às condições ambientais e psicológicas no ambiente de trabalho. 

Por ser uma atividade inerente ao indivíduo enquanto ser social, nós passamos uma grande parte de nossas vidas trabalhando e com isso estamos sujeitos a diversos tipos de situações que podem repercutir negativa ou positivamente em nossa saúde física e mental. 

Como consequência de fatores independentementes relacionados ao colaborador, a fadiga traz diversas implicações no ambiente organizacional, tanto para a saúde do trabalhador quanto para a empresa, que precisa lidar com os prejuízos que a síndrome traz, podendo se agravar para uma possível síndrome de burnout, além de aumentar as taxas de absenteísmo. 

É importante ressaltar que o trabalho em si não é nocivo ou representa perigo, e sim a forma na qual ele é organizado. Investir esforços para que o trabalho possa ser um motivo de desenvolvimento de potencialidades individuais e coletivas, de satisfação e crescimento, além de ser um local que promove bem-estar é um desafio, porém não impossível. 

Por sermos seres biopsicossociais — é uma visão ampla, que visa estudar a causa ou o progresso de doenças utilizando-se de fatores biológicos (genéticos, bioquímicos, etc), fatores psicológicos (estado de humor, de personalidade, de comportamento, etc) e fatores sociais (culturais, familiares, socioeconômicos, médicos, etc), — doenças ocupacionais precisam ser avaliadas de forma ampla, pois ao vivermos em um mundo capitalista, marcado pelos meios de produção e alta performance, competitividade e medo de perder o emprego age como uma pressão muito grande que resulta em adoecimento. 

Estima-se que 98% dos brasileiros apresentam algum nível de fadiga. Com o tempo, ela se agrava e tende a tornar a rotina de trabalho mais exaustiva. Dito isso, nesse artigo iremos falar mais sobre os sintomas, consequências e como evitar a fadiga no ambiente de trabalho. Vamos lá?

Sintomas da fadiga no trabalho

Há vários sintomas de quem alguém pode estar se sentindo com fadiga, os principais são falta de sono, dores de cabeça, falta de apetite, dores abdominais, desânimo e a sensação de cansaço interminável. A síndrome da fadiga é difícil de diagnosticar e requer avaliar alguns critérios, tais como: 

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  • Presença de fadiga persistente ou recorrente, não relacionada com atividades físicas e não aliviada pelo descanso;
  • Ocorrência simultânea nos últimos seis meses de prejuízo na memória ou concentração, com prejuízos nas atividades ocupacionais, educacionais ou sociais;
  • Manifestações sistêmicas como dor de garganta, que pode indicar alguma alteração no sistema imune;
  • Dores articulares ou musculares;
  • Alterações de peso;
  • Formigamentos, dentre outros. 

A fadiga no ambiente de trabalho não possui uma única causa, podendo ser desencadeada por um ambiente corporativo tóxico ou por outras doenças, como a depressão, diabetes, anemia, doenças auto-imunes, entre outras. 

Dito isso, quando há a aparição desses sintomas, o RH da empresa deve realizar ações para cuidar desse colaborador, visto que a empresa é diretamente afetada com a queda de produtividade, aumento nos acidentes trabalhistas, aumento do absenteísmo e turnover. 

As consequências da fadiga no ambiente de trabalho 

Por ser tão difícil diagnosticar a fadiga, muitos sintomas podem passar despercebidos. Entretanto, quando a produtividade e motivação do colaborador cai drasticamente e ele não consegue mais desempenhar suas atividades, é preciso mais atenção e cuidado. 

O organismo libera uma série de químicos, como neurotransmissores em situações estressantes que alteram os hormônios do indivíduo, podendo ocasionar sensações desagradáveis como palpitações, dores de estômago, dores de cabeça, falta de motivação para atividades simples e principalmente, a fadiga. 

É importante ressaltar que há duas categorias de fadiga, a aguda e a crônica. A aguda se manifesta principalmente devido à falta de sono, esforço excessivo físico ou mental, sendo eventos que acontecem vez ou outra que podem ser resolvidos com uma boa noite de sono, por exemplo. 

Já a fadiga crônica, a pessoa não consegue eliminar esses sintomas apenas com descanso, precisando assim de acompanhamento profissional. Esse tipo é causado pelo acúmulo de altos níveis de estresse na rotina. Há alguns fatores que contribuem para o aparecimento da fadiga crônica, tais como: 

  • Escalas excessivas de trabalho;
  • Esgotamento físico e mental;
  • Estresse no trabalho;
  • Local de trabalho com elevadas ou baixas temperaturas;
  • Noites mal dormidas.

Como evitar a fadiga no ambiente de trabalho? 

A prevenção é sempre a melhor forma de lidar com situações de fadiga. E como fazer isso? Para isso, a deve empresa contar com uma gestão de pessoas que entenda a dificuldade de seus colaboradores e crie uma cultura organizacional que tenha o cuidado com a saúde e bem-estar do trabalhador. 

Por meio de atitudes simples, como uma maior flexibilidade de horários durante a jornada, valorização da saúde mental, da segurança do trabalho, adoção de ações como meditação, yoga e pilates laboral podem fazer toda a diferença na rotina do colaborador. 

A promoção da saúde dos colaboradores é uma responsabilidade da empresa que deve entender a importância da atividade laboral de cada trabalhador. Além disso, a valorização do colaborador o torna mais feliz, o que gera mais produtividade e criatividade. Um bom ambiente de trabalho contribui para a redução da fadiga, uma vez que boas práticas corporativas equilibram a saúde mental e física. 

Técnicas holísticas e terapias integrativas ajudam não só na saúde mental, como na física, além de tornar o ambiente de trabalho em um local mais leve e que promove o bem-estar, aumentando assim a motivação e reduzindo o estresse e a fadiga. 

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