Quem Sou Eu: Adriana Biagioni

Quem Sou Eu: Adriana Biagioni

Não escolhi a medicina, ela me escolheu. Desde os meus doze anos de idade, tinha a certeza de que seria médica.

Não sem sacrifícios, ingressei à faculdade em 1994. Faltava, então, escolher uma especialidade, uma área de atuação – já que nossa medicina atual é tão fragmentada e, devido aos rápidos avanços científicos e tecnológicos, fica difícil ser um médico generalista.

No quarto ano de medicina comecei a ter contato com as várias áreas de atuação. Tive a oportunidade de frequentar os mais diversos ambulatórios: da pediatria, clínica médica, cirurgia até urologia, oftalmologia, proctologia.

Mas, foi estudando a dermatologia, a pele, que me encontrei. Não me esqueço do dia em que abri o livro do Prof. Sampaio, no capítulo de doenças bolhosas e me deparei com uma foto em preto e branco. De um lado, uma moça de olhar vago, distante, com o corpo literalmente coberto de lesões.

Na ausência de cores daquela foto, sua pele podia ser facilmente confundida com uma roupa estampada. A falta de vida naquele olhar me marcou. Ao lado, a mesma moça, já tratada, com poucas lesões. Os olhos brilhantes. Presentes. Esperançosos. Vivos. Percebi o impacto que a pele tem, sua importância, sua força.

Era isso! Queria algo que pudesse fazer diferença na vida das pessoas.

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Antes da dermatologia, fiz dois anos de pediatria no Hospital da Baleia. Aprendi muito, muito mesmo: sobre medicina e sobre a vida.

E então, enfim, abracei a dermatologia, área que adoro de paixão! Entretanto, sempre senti que ainda faltava algo.

Incomodava-me, por exemplo, ter de prescrever corticoide, um anti-inflamatório potente e cheio de efeitos colaterais, para “tratar” certas doenças. A minha sensação era de que o corpo – especialmente a pele – estava querendo dizer que algo não ia bem e o corticoide o mandava calar a boca. E eu precisava ouvir para tentar solucionar o problema, não mascará-lo.

Um dia ouvi no rádio uma entrevista com uma professora da USP sobre alimentação e como os alimentos “conversam” com o nosso corpo – e até influenciam a expressão de nosso DNA. Procurei saber mais sobre o assunto, conversei com colegas e comecei a frequentar cursos médicos sobre medicina integrativa, longevidade saudável e nutrição, entre outros. As respostas começaram a surgir.

Estou certa de que esse é apenas um começo.

Quanto mais estudo, quanto mais atendo e convivo com clientes percebo que há muito a aprender. Mas o caminho é claro e nítido.

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