Como Não Sofrer a Dor do Outro

Como Não Sofrer a Dor do Outro

Se você chegou até esse post, provavelmente já teve a sensação de que absorvia os problemas e dificuldades das pessoas com quem se relaciona, sejam eles amigos, familiares, ou parceiros. É como se você pudesse sentir e quisesse solucionar a dor do outro.

Esse comportamento é muito comum e natural para muitas pessoas, uma vez que desejamos o bem àqueles que nos rodeiam e, então, queremos que eles não sofram com os problemas.

Entretanto, deve existir um limite até o onde a preocupação pode ir, de forma que a nossa vida não seja tão afetada por problemas que não são nossos.

Aqui, sugerimos um passo a passo simples para filtrar nossas emoções nesses casos. Confira:

#1: Entenda suas emoções e reações frente à dor do outro

A sensação de ajudar o outro é muito gratificante e traz grande satisfação. Ter empatia, se colocar no lugar do outro e olhar as dificuldades de quem está ao nosso redor com sensibilidade são características que contribuem muito para nossa evolução e aumento do bem estar geral – nosso e dos outros.

Entretanto, quando essas qualidades passam de um limite saudável, passam a trazer excesso de preocupações e ansiedades que, no fim das contas, fazem mal a nós mesmos e dificultam a compreensão das nossas próprias emoções.

Se você sente que esse comportamento passou a ser prejudicial a você, nossa primeira dica é que busque compreender o que você sente nessas situações. Faça um exercício de autoconhecimento profundo para entender os gatilhos emocionais e suas reações, sejam elas físicas ou psicológicas.

Apenas ao conhecer suas emoções é possível ressignificá-las em busca da mudança.

Identifique quais pessoas, situações e lugares que mais te afetam e se há algum período da vida em que você se sente mais propenso a estar mais sensível. Registre essas informações para sua própria consulta, evitando o esquecimento inconsciente dessas informações.

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#2: Entenda que os problemas não são seus

Parece simples, não é mesmo? Mas não é, e querer ajudar não significa poder ajudar, por diversas razões.

Cada um de nós tem sua própria individualidade e, por mais que uma solução para o problema de alguém pareça simples para nós, estamos falando da vida e decisão de outra pessoa. Portanto, nada mais natural que ela seja quem sabe qual a melhor saída para aquela situação.

É importante refletir também que, o que para nós parece ser uma dor, muitas vezes, para o outro, não o é. Ou pode acontecer inclusive de a pessoa ser tão apegada àquela dificuldade, que, nesses casos, é necessário perceber que não é o momento de interferir.

Contratempos e obstáculos na vida não são necessariamente ruins. Eles permitem e possibilitam crescimento individual e amadurecimento, por isso, não tente evitar que eles aconteçam.

Desapegue-se da dor do outro, pois você não é o responsável por solucioná-los! Você pode e deve colaborar com aqueles que ama, mas as ferramentas e a força para superar desafios está dentro de cada um.

#3: Identifique e estabeleça limites

Depois de compreendido que os problemas dos outros não são seus, chegou a hora de estabelecer os próprios limites. Isso é fundamental para que você consiga viver com tranquilidade e em paz.

Busque compreender os seus principais valores e aquilo que você não abriria mão de jeito nenhum. Assim, você conseguirá identificar suas principais prioridades e conseguirá privilegiá-la em detrimento de investir em preocupações excessivas, e saber o que é fundamental para que você fique bem.

Trabalhe, dentro de você, a independência. Separe um tempo para ficar sozinho, em seu espaço, para que você possa conhecer suas próprias emoções, sentimentos, desejos e necessidades.

Essas dicas servem para te ajudar a não se afetar tanto com os problemas e dores dos outros, mas é claro que o cuidado, atenção e carinho são fundamentais em todo o processo. No fim das contas, o que precisamos fazer é filtrar e absorver apenas o que contribui, e não ser como uma esponja para qualquer tipo de emoção!

O que achou desse passo a passo? Conseguirá aplicar no dia a dia? Conta pra gente nos comentários!

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